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Exposição Permanente
- 3 Projeções

Planos de parede colocados frente a frente permitem a projeção em grande escala com projeções, e nas suas costas apresentar textos impressos onde se apresentam as grandes temáticas a tratar no CIMD.
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QUEM É A MULHER DURIENSE
Na ríspida geografia do Douro as mulheres durienses encontram a sua força e resistência, necessárias a uma vida marcada pela divisão dos sexos, pelo apagamento social, pela ironia com que os portugueses usam encarar os problemas femininos.
Assim como a própria região do Douro, as mulheres que nela habitam são marcadas pela diversidade: nos contextos sociais, nas gerações, nos locais e ofícios, nas identidades.
Esta heterogeneidade espelha a história de um país, onde, ao longo de séculos, as mulheres procuraram de diferentes formas conquistar um papel na sociedade, contribuindo para o avanço de uma sociedade mais igualitária e justa.
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A MULHER DO DOURO FOI, É TUDO ISTO E MUITO MAIS
A obra assombrosa e sem medida que é o Alto Douro vinhateiro, é em si mesma uma absoluta homenagem à capacidade humana de fazer acontecer. (...)
Neste fazer e neste modo de ser, a Mulher foi e é a refusta que reforça o alinhamento, a gavinha que agarra os acontecimentos dando-lhe sentido e sentimento (...).
Na sua condição de serva ou de senhora, parecia sempre saber qual a hora. Que nem uma bússola, apontava o Norte. Pouco acreditava na sorte. Por isso incentivava e trabalhava. Sorria quando por vezes lhe apetecia chorar. Era a vela na embarcação que sabia o porto de destino. (...)
Manuel Igreja (trechos de A Mulher Duriense)
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3 PROJEÇÕES
3 filmes projetados em grande escala, apresentam as seguintes temáticas:
- As condições de trabalho da mulher duriense e do interior Norte de Portugal desde 1900 a 1980 seguindo uma ordem cronológica, recorrendo a fotografias de arquivo (Centro Português de Fotografias, Arquivo Municipal de Lisboa (Artur Pastor), Arquivo Georges Dussaud) e ainda um filme de 1914 “Vindimas na Casa Andersen”, o primeiro registo existente do trabalho da mulher duriense (Cinemateca Portuguesa). Um retrato realista de como eram, e ainda em alguns casos são, as condições de trabalho em Portugal.
- As lutas pelos direitos das mulheres desde inícios do século XX até aos nossos dias recorrendo a imagens de arquivo, dando especial destaque a um marco histórico que foi a publicação do livro Novas Cartas Portuguesas onde em 1972, ainda durante o Estado Novo, 3 mulheres escreveram conjuntamente sobre a igualdade de género, a sexualidade feminina e a defesa de uma sociedade mais igualitária. Posteriormente apresentam-se reportagens do Arquivo RTP onde se apresenta a formação do Movimento de Libertação das Mulheres que surgiu em 1975. Por fim apresentam-se imagens atuais onde se veem jovens mulheres, de diferentes partes do mundo, lutando pelos direitos. Ainda há muito porque lutar.
- As lutas pelo direito ao voto feminino universal desde finais do século XIX e durante o século XX. Neste filme apresenta-se a luta das sufragistas a nível internacional dando-se destaque ao movimento português sobretudo nas pessoas de Adelaide Cabete, Carolina Beatriz Ângelo e Ana de Castro Osório que nos primórdios do século XX lutaram fortemente pelo direito ao voto das mulheres acreditando que nele também residia um dos pilares do Estado Democrático, facto que em Portugal apenas se verificou plenamente após o 25 de Abril.
Reportagens das primeiras eleições livres em 1975 (Arquivo RTP) permitem ver a enorme afluência de eleitores, constituída por muitas mulheres de todas as idades e classes sociais.
O filme termina com um mapa do mundo onde se consegue ver nos diferentes países as datas em que o voto pleno para as mulheres foi consagrado procurando com isso demonstrar a longa luta realizada e a necessidade de por isso votar.